Análise do Cruzeiro: Quais foram os avanços e retrocessos após a Copa do Mundo?

Análise do Cruzeiro: Quais foram os avanços e retrocessos após a Copa do Mundo?

O Cruzeiro, após vencer o Vitória por 3 a 1 no Brasileirão, vive um momento de reflexão sob a orientação do técnico Artur Jorge, que analisou as estatísticas do time antes e depois da Copa do Mundo.

Jorge enfatizou que, apesar de algumas melhorias nos números, a equipe apresenta mais aspectos negativos desde o retorno da competição. Ele destacou a importância do tempo de pausa que o time teve, que proporcionou um descanso mental e físico, mas também reconheceu que a janela para melhorar é curta.

O levantamento realizado pela plataforma Sofascore, em colaboração com o Lance!, revelou que apenas dois parâmetros apresentaram avanço: a taxa de sucesso nos cruzamentos subiu de 22,9% para 26,5%, e o volume de passes aumentou, passando de 419,28 para 465,31 passes por partida.

No entanto, o cenário ofensivo do Cruzeiro se mostra preocupante. A média de gols permanece em 1,5 por jogo, mas a criação de oportunidades diminuiu consideravelmente. O xG (gols esperados) caiu de 1,64 para 1,38 por partida, assim como as grandes chances criadas, que passaram de 3,00 para 2,33.

Além disso, o desempenho nas finalizações também se deteriorou, com a taxa de aproveitamento caindo de 37,0% para 29,9%, apesar do aumento na quantidade de chutes, que subiu de 14,11 para 15,25 por jogo.

Na defesa, a situação é ainda mais alarmante, já que o xG permitido pelos adversários aumentou de 0,91 para 1,61 por partida. Isso resultou em uma média de gols sofridos que subiu de 0,94 para 1,13, mostrando que os oponentes estão encontrando mais espaço para finalizar, com as tentativas de chute por jogo subindo de 11,50 para 17,44.

Essa pressão extra no gol tem refletido diretamente em Otávio, o goleiro do time, que viu suas defesas aumentarem de 2,28 por jogo para 3,94 na segunda metade do ano. Além disso, os duelos aéreos, que já eram um ponto fraco, pioraram ainda mais, com a taxa de aproveitamento caindo de 52,7% para 43,2%. Em contrapartida, no chão, o time ainda possui um desempenho superior aos adversários.

Embora a posse de bola tenha se mantido estável, com uma leve queda de 54,67% para 53,44%, a precisão nos passes ficou praticamente inalterada, com uma leve variação de 85,35% para 85,28%. Isso demonstra uma continuidade nas dificuldades enfrentadas pela equipe no pós-Copa, mesmo com um aumento no volume de passes realizados.

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