Em meio a críticas ao desempenho da Seleção Brasileira de Vôlei, Douglas Pureza, um dos poucos atletas LGBTQIA+ do time, não se conteve e comentou sobre os ataques homofóbicos que ele e seus companheiros sofreram.
Após a vitória expressiva da equipe sobre a Argentina, que garantiu a vaga na Olimpíada de Los Angeles 2028, Pureza falou sobre como as ofensas foram direcionadas a sua vivência pessoal, e não às suas habilidades como jogador.
"Os comentários foram completamente preconceituosos e homofóbicos, atingindo diretamente quem somos. Nenhum deles se referia ao nosso desempenho em quadra, mas sim ao que somos por fora", desabafou.
O líbero revelou que, tanto ele quanto os outros três jogadores que enfrentaram essa onda de homofobia, sentiram grande dificuldade em lidar com as críticas que circulavam nas redes sociais e fóruns de discussão sobre vôlei.
"Foi um período realmente difícil que nós quatro enfrentamos, recebendo críticas que atacavam diretamente nossa identidade. Mas conseguimos superar esse momento durante os treinos", complementou.
Pureza também atribuiu parte de sua força e resiliência ao apoio que receberam da comissão técnica, em especial de Bernardinho. Ele destacou a importância do treinador, que sempre os incentivou e demonstrou confiança no trabalho dos atletas.
"O Bernardo foi fundamental para nos deixar mais tranquilos. Ele sempre disse que acreditava em nós e no nosso trabalho, e isso era o que mais importava", enfatizou o atleta, que já contabilizou três sets em duas partidas nesta campanha vitoriosa.
No auge dos desafios enfrentados, Pureza e seus colegas se uniram e se apoiaram mutuamente. "Foi difícil, mas nos fechamos em torno disso e dissemos: 'Vamos treinar e seguir em frente'. Acreditamos que todo esforço valeria a pena, e de fato valeu", concluiu.