No embate realizado nesta quinta-feira (15) no Estádio Jorge Luis Hirschi, em La Plata, Argentina, Estudiantes e Flamengo não saíram do zero no jogo de ida das semifinais da Copa Libertadores. Um dos principais destaques negativos da partida foi o meia Lucas Paquetá, que recebeu cartão amarelo após uma cotovelada em Piovi aos 17 minutos do segundo tempo.
Durante o primeiro tempo, a equipe rubro-negra mostrou um desempenho abaixo do esperado. O Flamengo enfrentou dificuldades na criação de jogadas ofensivas, com Bruno Henrique pouco acionado e ineficaz na frente. Na defesa, o time sofreu com as bolas aéreas, onde perdeu quase todas as disputas contra os argentinos. O Estudiantes conseguiu finalizar 12 vezes ao gol defendido por Rossi, enquanto o Flamengo teve apenas duas chances claras.
A arbitragem de Juan Gabriel Benítez também foi alvo de críticas devido à sua relutância em mostrar cartões amarelos durante um primeiro tempo recheado de faltas fortes. Em uma dessas ocasiões, Lucas Paquetá teve seu short puxado dentro da área adversária sem qualquer punição ao jogador argentino.
No segundo tempo, as dificuldades persistiram para o Flamengo. As mudanças táticas implementadas pelo técnico brasileiro — como utilizar Bruno Henrique no lugar de Pedro — não surtiram efeito desejado. Também não deram resultado as jogadas pelas laterais tentadas por Samuel Lino e Carrascal. Por outro lado, o Estudiantes continuou ameaçando a meta flamenguista e chegou muito perto do gol aos 33 minutos quando Alex Sandro fez um corte crucial para impedir que a bola entrasse na rede.
Apesar das dificuldades enfrentadas e da pressão exercida pelo adversário durante boa parte do confronto, o Flamengo conseguiu segurar o empate até o final mesmo flertando com uma expulsão após a agressão cometida por Lucas Paquetá.
Agora os times se preparam para decidir quem avança à final em partida marcada para ocorrer no Rio de Janeiro nas próximas semanas. Resta saber se o técnico irá promover mudanças significativas na estratégia rubro-negra ou apostar na superação individual dos jogadores que ficaram devendo nessa primeira exibição.