A seleção venezuelana entra em quadra no Maracanãzinho marcada por uma dor profunda. A equipe, que se prepara para enfrentar o Brasil no Sul-Americano Masculino de vôlei, presta uma homenagem emocionante a Willner Rivas, que foi capitão da seleção e faleceu tragicamente aos 31 anos em decorrência dos terremotos que devastaram a Venezuela em junho.
Durante os jogos, os atletas estão usando braçadeiras pretas em sinal de luto e levam consigo uma fotografia do antigo companheiro de equipe, que se destacou como ponteiro e era uma referência para o vôlei venezuelano.
A perda de Rivas não foi apenas um golpe para a seleção; ele também deixou uma família desolada, com sua esposa, Mariangel Pérez, que também foi jogadora de vôlei, e seu filho Theo, ambos vítimas do desastre natural que resultou na morte de mais de seis mil pessoas em seu país.
A equipe venezuelana, que busca uma das três primeiras colocações no torneio para garantir a vaga no Mundial e nos Jogos Pan-Americanos de 2027, atualmente ocupa a quarta posição, acumulando uma vitória e duas derrotas em sua campanha.
A trajetória no campeonato começou com dificuldades, com derrotas para a Argentina por 3 sets a 1 e para o Chile por 3 a 0. Contudo, na última quinta-feira, a Venezuela conseguiu se recuperar e conquistou sua primeira vitória ao derrotar a Bolívia, reacendendo suas esperanças no torneio.
O próximo desafio será contra o Brasil neste sábado, 19, às 11h (de Brasília), um confronto que promete ser intenso. Após essa partida, os venezuelanos encerrarão sua participação no Sul-Americano contra a Colômbia no domingo, 20, às 16h, onde as vagas para o Mundial e os Jogos Pan-Americanos estarão em jogo.
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